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Doença do Refluxo (DRGE), Esôfago de Barret, Risco para Câncer de Esôfago

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Eu tenho risco de câncer de esofâgo?

Existem dois tipos de câncer esofágico: câncer de células escamosas e adenocarcinoma do esôfago. O câncer de células escamosas ocorre mais comumente em pessoas que fumam e bebem álcool em excesso. Este tipo de câncer não tem aumentado em freqüência. Já o adenocarcinoma do esôfago tem aumentado em freqüência e está associado à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). O sintoma mais comum de DRGE é a azia, uma condição que vinte por cento dos americanos adultos, e acredita-se também os brasileiros, experimentam pelo menos duas vezes por semana. Apesar de estes indivíduos terem aumentados os riscos de desenvolver câncer esofágico, a vasta maioria deles nunca o desenvolverá. Mas em poucos pacientes com DRGE (a estimativa varia de um a doze por cento), uma mudança no revestimento esofágico se desenvolve, uma doença chamada esôfago de Barrett. Médicos acreditam que a maioria das causas de adenocarcinoma de esôfago começa com o tecido de Barrett.

Esôfago de Barret é uma condição na qual há uma mudança no revestimento esofágico, tornando-se similar ao tecido que reveste o intestino. Uma complicação da DRGE, que é mais provável de ocorrer em pacientes que apresentaram a DRGE em idades jovens, tem sintomas noturnos ou tiveram complicações tais como sangramento ou estenoses (um estreitamento devido a tecido de cicatrização). Displasia, uma mudança pré-cancerosa no tecido pode se desenvolver no tecido de Barrett. O tecido de Barrett é visível na endoscopia, apesar de que o diagnóstico por aparição endoscópica por si só não é suficiente. O diagnóstico definitivo de esôfago de Barrett requer confirmação por biopsia.

O tecido de Barrett tem uma aparência diferente do que o revestimento normal do esôfago e é visível durante a endoscopia. Mesmo que esse exame seja acurado, seu médico irá fazer uma biopsia do esôfago para confirmar o diagnóstico. Seu médico poderá também usar biopsia para procurar por displasia, uma mudança pré-cancerosa no tecido de Barrett que não é visível pelo endoscopista. Fazer biopsias do esôfago através do endoscópio aumenta em pouco tempo o procedimento, não causa desconforto e raramente causa complicações. Seu médico pode normalmente dizer lhe os resultados da sua endoscopia depois do procedimento, mas você terá que esperar alguns dias pelos resultados das biopsias.

O esôfago de Barrett é duas vezes mais comum em homens do que em mulheres e tende a ocorrer em homens de meia idade, caucasianos, que tiveram azia por muitos anos. Não existe concordância entre os experts em quem deve ser rastreado. Mesmo em pacientes com azia, o esôfago de Barrett é incomum e câncer esofágico é raro.

Remédios e cirurgia podem efetivamente controlar os sintomas de DRGE, contudo, nem medicamentos nem cirurgia podem reverter a presença do esôfago de Barrett ou o risco de câncer.

Displasia é uma condição pré-cancerosa que os médicos podem somente diagnosticar examinando amostras de biópsia no microscópico. Os médicos subdividem a doença em muito provável, pouco provável ou indefinido para displasia.

O risco de câncer esofágico em pacientes com esôfago de Barrett é bem baixa, aproximadamente meio por cento ao ano. Portanto, o diagnostico do esôfago de Barrett não deve ser razão para alarme. Ele é, contudo razão para endoscopias periódicas.

Aviso

Este site busca informar de forma orientativa sobre assuntos relacionados às enfermidades digestivas, mas você NUNCA deverá deixar de consultar e seguir as orientações de seu médico de confiança.

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